Arquivo do mês: julho 2010

DC-10

Vou unir o útil ao agradável aqui. Primeiro um trecho do livro Jó, de Charles R. Swindoll (pg 190-191):

O evangelista Billy Graham foi convidado há vários anos para falar no hotel Waldorf… Quando se levantou para falar , ele contou uma história sobre o mundialmente famoso físico, Dr. Albert Einstein, que estava tomando um trem para uma cidade grande anos atrás.  O condutor apareceu para recolher as passagens. Quando chegou ao Grande Pensador, esperou que ele lhe desse o bilhete. O velho senhor começou a procurar em todos os bolsos, mas não conseguiu encontrá-lo. A essa altura, o condutor percebeu quem ele era e disse: “Oh! Dr. Einstein, não se preocupe. Sei quem o senhor é… e confio no senhor. Não precisa me mostrar o seu bilhete”, e continuou sua ronda.

Alguns minutos mais tarde, ao voltar com a bolsa cheia de bilhetes, o condutor viu Einstein agachado, procurando embaixo dos assentos pela passagem perdida. Ele curvou-se e sussurrou: “Por favor, levante-se. Não há problema. Confiamos no senhor. Não precisa me mostrar o seu bilhete”. Nesse momento, Einstein levantou os olhos e respondeu: “Jovem, não se trata de confiança, mas de direção. Estou procurando a passagem porque não sei para onde estou indo”.

Pois é, Sêneca disse certa vez que nenhum vento é favorável ao homem que não sabe para onde se dirige.

Einstein disse bem, Sêneca disse bem, mas Audio Adrenaline ROCKSSS!!1 Então…..

Do you know
Do you know
Do you know where you will go?
If a DC-10 ever fell on your head
Laying in the ground all messy and dead
Or a Mack truck run over you
Or you suddenly die in your Sunday pew
Do you know where you’re gonna go
It can happen any day
It can happen any way
It can happen while you’re
nappin’ in your easy chair
Happen at home
Happen at school
Happen while you’re scattin’
like a scattin’ fool

CHORUS
Do you know where you’re gonna go
Do you know where you’re gonna go
Do you know where you’re gonna go
Straight to Heaven
Or down the hole?

CHORUS

747 fell out of Heaven
Crashed through the roof of a 7-11
You’re working on a slurpee
Things get hazy
Reach for a twinkie now you’re
pushing up daisies?
Do you know where you’re gonna go

OFF: É um absurdo que uma música dessas tenha apenas 5k exibições no YT. Pfff.. ¬¬


Jó, Nós, Jesus e Deus

Porque ele não é homem, como eu, a quem eu responda, vindo juntamente a juízo. Não há entre nós árbitro que ponha a mão sobre nós ambos. Tire ele a sua vara de cima de mim, e não me amedronte o seu terror; então falarei sem o temer; do contrário não estaria em mim. – Jó 9:32-35

Isso resume o desespero de Jó. Ele sabe que Deus é grande e poderoso; sabe também que Ele pode fazer qualquer coisa e que ninguém consegue restringi-lO.  Sabe que não há como reclamar sua miséria, exigir seus filhos de volta, seus animais, sua casa, seus empregados ou sua saúde. Jó é apenas sombra, Deus é eterno. Jó é pecador, Deus é santo. Ainda que Jó pudesse discutir com Deus em um tribunal não haveria ninguém para julgar a causa, ninguém capaz de servir como mediador. Será?

Jó não pode ser criticado por suas palavras. Sabíamos o que lhe aconteceria; ele sequer sonhava com tamanho terror. Perder todos os filhos, o sustento, os empregados e a saúde, tudo de uma vez, poderiam levar um homem à loucura. Jó resistiu muito bem. E teria sido ainda mais fácil se tivesse vivido séculos mais tarde.

Blaise Pascal notou que o conhecimento de Deus pode trazer desespero já que a distância entre Ele e o homem é infinita. Mas esse conhecimento só traz desespero se não houver nada, nem ninguém, que possa unir-nos a Ele, e há! Alegre-se!

… a religião cristã ensina aos homens duas verdades a um só tempo: que há um Deus que os homens são capazes de alcançar e que há uma corrupção na natureza que os faz indignos. Importa igualmente aos homens conhecer ambos os pontos; e é igualmente perigoso aos homens conhecer Deus sem conhecer o redentor que pode curá-la. Um só desses conhecimentos causa ou o orgulho dos filósofos que conheceram Deus e não a própria miséria, ou o desespero dos ateus, que conhecem a própria miséria sem redentor. – Pascal (Col. Os pensadores. p. 178)

Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos. – 1 Timóteo 2:3-6

Jesus Cristo é o Mediador; é nosso Advogado! E note que Ele é o único que pode fazer esse papel. Do mesmo modo que há um só Deus, há também um só mediador.

Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; – 1 João 2:1

Essas são as boas novas, e quão boas são! De fato, desde o início dos tempos não há notícia melhor. :)

E aqui chegamos nos “nós”, porque…

Deixamos agora o grito elementar de Jó e o Antigo Testamento, para considerar a palavra apostólica referente a Jesus. “Há um só mediador entre Deus e os homens”. Esse é o evangelho em poucas palavras. É fundamentalmente o cristianismo. – G. Campbell Morgan (The Anwser of Jesus to Job)

Não é à toa que Jesus é o merecedor de toda honra e glória. E… quer um conselho? Busque-O. Quando encontrá-lo, encontrará tudo o mais.

Jesus Cristo é o objeto de tudo e o centro para onde tudo converge. Quem o conhece, conhece a razão de todas as coisas. – Pascal (Col. Os pensadores, p. 178)


Cultura do “ter”

Segue abaixo um trecho do livro Mentes Perigosas (p.157-158) da médica Ana Beatriz Barbosa Silva

A cultura influencia diretamente os valores morais de uma sociedade e cria também os parâmetros que estabelecem o status hierárquico de cada membro social. Sem dúvida alguma, a posse de bens materiais sempre foi algo valorizado nas vitrines das sociedades. Mas já existiram tempos em que o status intelectual e a retidão de caráter também eram características bastante valoradas entre os membros de nossa sociedade.

O “saber” e o “ser” já foram bens de alto valor moral social. Hoje vivemos os tempos do “ter”, em que não importa o que uma pessoa saiba ou faça, mas sim que ela tenha dinheiro (de preferência muito) para pagar por sua ignorância e por suas falhas de caráter.

Nesse cenário propício surge a cultura da “esperteza”: temos que ser ricos, bonitos, etiquetados, sarados, descolados e muito invejados. O pior dessa cultura é que seus membros sociais não se contentam apenas com o “ter”, é necessário exibir e ostentar todos os seus bens. Assim ninguém esquece, nem sequer por um minuto, quem são os donos da festa.

Vivemos em meio a uma cultura que privilegia o indivíduo em detrimento da humanidade como um todo. (…) Chegamos até aqui por nossas habilidades sociais e não por força física. Se quisermos manter nossa supremacia biológica no mundo natural, teremos que rever nossos próprios conceitos, criando uma nova cultura que se baseie na solidariedade e no sucesso da coletividade.


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